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Sexta-feira, 9 de outubro de 2026

Política

Em modo desespero, campanha do PT vai buscar apoio de artistas e políticos internacionais

Sem ampliar de forma significativa o apoio partidário, petista aposta em artistas, influenciadores e lideranças da esquerda internacional para tentar ganhar fôlego no segundo turno.

Por
Redação
Publicado
Foto: Ricardo Stuckert

Sem conseguir ampliar de forma significativa seu arco de alianças partidárias, a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende recorrer a artistas, influenciadores e figuras políticas internacionais na tentativa de ganhar fôlego no segundo turno.

A estratégia busca reforçar a imagem de que o petista continua competitivo e conta com apoios relevantes, em um momento em que seu adversário, Flávio Bolsonaro, vem acumulando novos endossos políticos e partidários.

Com a retomada da propaganda eleitoral na televisão nesta sexta-feira (9), a campanha de Lula deve exibir vídeos de artistas e influenciadores defendendo sua reeleição e fazendo críticas ao retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto.

No exterior, a equipe petista avalia buscar manifestações de apoio de nomes conhecidos, como os atores Leonardo DiCaprio e Mark Ruffalo e o músico Roger Waters.

Também estão no radar lideranças da esquerda internacional. Entre elas aparecem o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, o senador norte-americano Bernie Sanders e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.

A aposta em personalidades estrangeiras ocorre especialmente diante da dificuldade da campanha em avançar entre os eleitores mais jovens. Esse segmento demonstrou, no primeiro turno, maior inclinação por Flávio Bolsonaro, e a equipe de Lula espera que o prestígio de artistas e políticos internacionais ajude a reduzir essa desvantagem.

Do outro lado, Flávio vem ampliando sua base de apoio desde o primeiro turno. Nos últimos dias, recebeu o endosso de Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante), além do apoio formal de Republicanos, PP, União Brasil, Podemos e Novo.

O movimento coloca as duas campanhas em situações distintas na disputa por alianças: enquanto Flávio concentra esforços na incorporação de partidos e lideranças nacionais, Lula aposta também no peso de celebridades e nomes da esquerda internacional para tentar recuperar terreno na reta final da eleição.